Um registro policial datado de 26 de março de 1845 revela que a escrava Maria de Moçambique denunciou seu proprietário por estupro em Barra Mansa. Ela acusa o fazendeiro Manoel José, conhecido como Mandú, seu proprietário, de estupro. Esta seria a primeira queixa feita por uma mulher, de que se tem notícia no município de Barra Mansa. Não se sabe, porém, que fim levou a denúncia, se houve ou não investigação e prisão do senhor.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

"Não se nasce mulher, torna-se mulher".

O olhar lançado às diferenças existentes entre uma mulher branca, negra, indígena, pobre ou rica, que tenha escolaridade ou não, é culturalmente e socialmente estabelecido, e Beauvoir quando afirma que nos tornamos mulheres ao longo do processo social e cultural, considera que tais diferenças não devem ser atribuídas à natureza, à biologia, mas sim, ao processo de socialização que ensina um comportamento segundo determinado padrão, que na nossa discussão de mulheres, é um comportamento que inferioriza, discrimina e retrai.

Estes mesmos olhares "culturalmente e socialmente" estabelecidos irradiam e perpetuam diferenças e desigualdades entre os gêneros, levando a concluir que a relativa "desvantagem" do gênero em uma sociedade machista pode ser neutralizada pela classificação de etnia e ou pelo pertencimento a uma classe social considerada superior.

Para nós, mulheres, deixo a seguinte reflexão:"É a cultura que constrói o gênero simbolizando as atividades do ser humano como masculinas ou femininas, ou estas atividades ou condutas são de uma dimensão natural( dos instintos), inscritos nos corpos com que cada indivíduo nasce?"

Um grande abraço e espero ter trazido uma contribuição a todas...

Clarice Avila

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Diferentes, mas não desiguais!

No Brasil, nem sempre as diferenças são vistas como expressão de riqueza, apesar de o Brasil mostrar em sua face a imagem do país da diversidade.
O termo etnocentrismo consiste em julgar, a partir de padrões culturais próprios, como "certo" ou "errado", "feio" ou "bonito", "normal" ou "anormal", os comportamentos e as formas de ver o mundo dos outros povos. O etnocentrismo se relaciona com o conceito de estereótipo, que consiste na generalização e atribuição de valor (quase sempre negativo) a algumas características de um grupo.
Nós mulheres conhecemos um termo estereotipado que insiste em nos perseguir que é: "só podia ser mulher"...
Às vezes estamos dirigindo e ouvimos esta expressão, alguns colegas de trabalho, aqueles machistas, também falam, e tantas outras vezes cansamos de ouvi-la.
Os estereótipos são também, de certa forma, uma maneira de "biologizar" as características de um grupo. Este processo de tornar natural àquilo que hoje caracterizamos diferenças, marcou
o século XIX e XX, vinculando-se à restrição da cidadania a negros, mulheres e homossexuais.
Um claro exemplo de biologização é bem conhecida também, por todas nós: até o início do século XX, uma das justificativas para a não extensão às mulheres do direito ao voto, baseava-se na ideia de que elas possuíam um cérebro menos desenvolvidos do que o dos homens. É simplesmente querer justificar a desiguladade.
Sabemos que muita coisa mudou para nós, muitas conquistas... mas nós temos muito o que conquistar ainda! E não podemos nos conformar com este mundo, vamos transformá-lo!!!
Bibliografia: Apostila 1 do curso Especialização em Gênero e Sexualidade-SPM-PR/CLAM/IMS/UERJ

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Servos do impulso

Segundo o psiquiatra Augusto Cury há pessoas que não aprenderam a depurar os estímulos estressantes. São os "servos do impulso". E para as mulheres que convivem com parceiros impulsivos, estas atravessam um caminho de muita dor, e geralmente, quando ofendidas, muitas não conseguem filtrar a emoção e revidam as agressões.

Doutor Augusto Cury aconselha às pessoas gerenciarem os pensamentos para não agir sem pensar; calar-se nas horas tensas, mas sem deixar de criticar mentalmente as ideias pertubadoras, é uma boa opção.

"Não exija do outro aquilo que ele não pode dar e entenda que por trás de uma pessoa que fere há um ser ferido", afirma o especialista.

E dentro de um ser ferido pode existir uma angústia como resultado de necessidades da vida não atendida de maneira eficaz e adequada. Quando a angústia resulta em danos aos relacionamentos é hora de buscar a cura, integração, equilíbrio e inteireza por meio de diversos métodos como o aconselhamento com pessoas piedosas e sábias - familiares, amigos ou profissionais. Mas o aconselhamento deve estar baseado na confiança em Cristo Jesus que nos assegurou a presença interior do Espírito Santo, o Consolador, o Ajudador e o Conselheiro que habita em todo cristão. (Jo 16.13).